A educação de infância e os objetivos de desenvolvimento sustentável

A educação de infância e os objetivos de desenvolvimento sustentável

Este texto tem como objetivo discutir o lugar das crianças pequenas e, especificamente da Educação de Infância nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos em 2015 pelas Nações Unidas. Podemos pensar esta relação em dois eixos: como é que o investimento na educação de infância e no desenvolvimento e aprendizagem das crianças pequenas se traduz,… Continuar a ler

As meninas praticam karaté… e os meninos ballet

As meninas praticam karaté… e os meninos ballet

As crianças classificam, desde cedo, o mundo que as rodeia, de forma a compreendê-lo e a atribuir-lhe significado. O conceito de género é uma das primeiras categorias assimiladas pelas crianças. Educadores, familiares, pares, e outros agentes de socialização assumem um papel determinante na transmissão de conhecimentos, mas também de valores, preconceitos e estereótipos sobre as… Continuar a ler

Queres brincar comigo? As interações entre pares com e sem incapacidade no jardim-de-infância

Queres brincar comigo? As interações entre pares com e sem incapacidade no jardim-de-infância

Frequentemente, os/as educadores/as ao apresentarem ou descreverem os comportamentos de algumas crianças com necessidades adicionais de suporte, referem: gosta de brincar sozinho/a, isola-se, gosta de passear pela sala e observar o que os/as colegas estão a fazer, vê-se que gosta de estar na sala, os/as colegas gostam muito dele/a, é muito bem aceite. Este texto… Continuar a ler

Libertar o cientista que existe dentro de cada criança

Libertar o cientista que existe dentro de cada criança

Constatar um problema, formular uma hipótese (isto é, imaginar uma solução viável para o problema), fazer observações e documentar os resultados obtidos são tarefas típicas dos cientistas. Através destes passos, os cientistas constroem e comunicam conhecimento, aplicando e desenvolvendo competências de pensamento crítico, observação e resolução de problemas. De igual modo, as crianças em idade… Continuar a ler

Salvos pelo amor! Relações de vinculação e desenvolvimento

Salvos pelo amor! Relações de vinculação e desenvolvimento

Em qualquer idade receber e dar amor é fundamental. Intuitivamente, percebemos a importância de ter alguém em quem confiar, o valor de nos abrigarmos no amor dos outros, e de poder amar alguém de tal forma que esse amor é em si próprio estruturante. Na infância, o amor dos pais (geralmente, as figuras de vinculação),… Continuar a ler

Serão as emoções adaptativas? Sim, mas precisam de ser reguladas!

Serão as emoções adaptativas? Sim, mas precisam de ser reguladas!

A promoção de competências emocionais nas crianças tem vindo a ser cada vez mais valorizada [1]. Aos dois anos a criança parece ser já capaz de nomear emoções, aos três começa a falar das experiências emocionais dos outros e aos quatro é capaz de perceber que as reações emocionais podem variar de pessoa para pessoa… Continuar a ler

Uma sala que escolheria para o/a seu/sua filho/a

Uma sala que escolheria para o/a seu/sua filho/a

Quais são as características de uma sala que potencia a aprendizagem das crianças? Nesta mensagem, exploro cinco elementos de salas que respondem com sucesso às crianças com necessidades especiais de aprendizagem. Essas necessidades podem estar relacionadas com as suas capacidades intelectuais, com as suas capacidades físicas, com as suas experiências traumáticas… Independentemente de tudo, a… Continuar a ler

De que forma pode um/a educador/a potenciar a brincadeira entre pares?

De que forma pode um/a educador/a potenciar a brincadeira entre pares?

O brincar de crianças pequenas tem sido alvo do interesse de investigadores/as de várias áreas do saber [1,2]. O que é brincar e como é que este aparece associado ao desenvolvimento de competências – por exemplo, sociais e emocionais – e ao bem-estar geral de crianças pequenas são questões que ocupam os/as profissionais/as e investigadores/as.… Continuar a ler

3 Passos para tirar o máximo proveito dos apoios previstos no Decreto-Lei n.º 54/2018

3 Passos para tirar o máximo proveito dos apoios previstos no Decreto-Lei n.º 54/2018

Na mensagem anterior sobre o Decreto-Lei n.º 54/2018 [1], baseando-nos em evidência sobre o desenvolvimento da criança [2, 3], afirmámos que o desenvolvimento e as aprendizagens não ocorrem em sessões de terapia, mas através da repetição constante e sistemática das competências que pretendemos desenvolver ou cimentar, em contextos e rotinas naturais e com os adultos… Continuar a ler

As amizades em contexto de jardim de infância

As amizades em contexto de jardim de infância

As amizades são importantes para o bem-estar das crianças. Muitas vezes, é com o suporte dos amigos que as crianças se sentem confiantes para embarcar nas aventuras do dia-a-dia, adquirindo novas competências. Com suporte e encorajamento dos adultos, crianças com ou sem incapacidades podem desenvolver amizades que lhes proporcionam alegria e, simultaneamente, as ajudam a… Continuar a ler

À mesa também se fala! As interações nos momentos das refeições em creche

À mesa também se fala! As interações nos momentos das refeições em creche

  Se as refeições em creche podem ser oportunidades únicas para estabelecer interações de elevada qualidade, elas podem constituir também um desafio, como vivenciou a educadora Mariana. A educadora Mariana andava preocupada por causa do almoço na creche onde trabalhava. As crianças almoçavam todas ao mesmo tempo, sendo o momento mais turbulento do dia. Então,… Continuar a ler

“Queridos, mudei a relação família-educadores/as!” Pistas para a parceria e relação positiva entre famílias e educadores/as

“Queridos, mudei a relação família-educadores/as!” Pistas para a parceria e relação positiva entre famílias e educadores/as

A relação entre famílias e educadores/as tem sido frequentemente descrita como a “precisar de obras” [1, 2]. Quando ouvimos os/as pais/mães, especialmente as mães, é referido frequentemente que desejam ter uma relação aberta e de confiança com os/as educadores/as [3]. Ah, excelente! No entanto, à cautela, os pais/mães acabam por preferir não partilhar as suas… Continuar a ler